Cartilha sobre instrumentos da Economia Verde propõe leitura crítica da Rio+20

Material para jornalistas que cobrirão a Rio+20 analisa os mecanismos que devem alicerçar o novo conceito de economia aplicado à exploração e ao manejo dos recursos naturais.

Produzida em parceria da Fundação Heinrich Boell com a ONG Repórter Brasil, a cartilha “O Lado B da Economia Verde – Roteiro para uma Cobertura Jornalística Crítica da Rio+20” traz uma análise sobre o novo ambientalismo de mercado que tem permeado os debates em torno da Rio+20, na perspectiva de seus críticos. A conferência da ONU sobre Meio Ambiente acontece em junho, no Rio de Janeiro.

Uma das principais pautas da Rio+20, a economia verde ainda carece de consenso entre os negociadores dos Estados-membros das Nações Unidas quanto à sua conceituação e definição. Grosso modo, porém, seus proponentes apostam em um uso mais economicista dos recursos naturais – rebatizados de capital natural , defendendo novas regras de lucratividade inerentes à preservação ambiental, para que ela se justifique.

A premissa de que a proteção do meio ambiente só ocorrerá se for economicamente vantajosa, no entanto, tem sido duramente criticada por parte da sociedade civil organizada, cientistas e acadêmicos. De acordo com eles, esta lógica deixa de fora os aspectos científicos e biológicos ligados à saúde do planeta, e sociais, culturais e espirituais inerentes à sobrevivência das populações rurais e tradicionais que dependem e convivem com a natureza e seus recursos. Acima de tudo, nega o fato de que as crises climáticas e ambientais são decorrência direta de um modelo de desenvolvimento intrinsecamente predador e depredador.

Abordando este debate numa perspectiva crítica, a cartilha traça um quadro das várias forças que deverão atuar na Rio +20, focando em seguida nos principais instrumentos já criados ou propostos para fortalecer o ambientalismo de mercado.

Basicamente, são analisados os conceitos de mercado de carbono, Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD) e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Além de explicar criticamente o funcionamento destes instrumentos, a cartilha aborda seu status no Brasil e traz exemplos polêmicos de sua aplicação em projetos no país.

Quem quiser receber o material impresso, por favor entre em contato com Ana Carolina Leitão, Ana.Leitao@br.boell.org, na Fundação Heinrich Boell

Sobre os autores

 

Repórter Brasil

A Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores do campo no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se um das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no Brasil. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodologias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de brasileiros.

Fundação Heinrich Böll

A Fundação Heinrich Böll é uma organização política alemã sem fins lucrativos. Nossos princípios fundamentais são os da ecologia e da sustentabilidade, da democracia e dos direitos humanos, da autodeterminação, e da justiça social. Damos ênfase à democracia de gênero, o que significa emancipação social e direitos iguais para mulheres e homens. Com sede em Berlim, atuamos no debate de idéias e no apoio a atividades em aproximadamente 60 países, através de 29 escritórios. No Brasil, desenvolvemos ações nas áreas de Direitos Humanos e Sustentabilidade há mais de dez anos.

Para mais informações

(11) 2506-6570
Verena Glass – Repórter Brasil

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